Paciência tem limite

playmobilOs bonequinhos Playmobil surgiram na década de 70 e desde então fazem sucesso. Pequenos, mãozinhas articuladas em forma de u, cabelinhos inconfundíveis. Acompanhados de acessórios compõem diferentes grupos que estimulam a construção de histórias. Os bonequinhos se reproduzem em inúmeros bombeiros, policiais, personagens de circo, habitantes de cidades, pilotos, passageiros de naves espaciais, estimulando a imaginação infantil.

Meninos, em geral, adoram brincar com esses bonequinhos. São pequenos, estão sempre sorrindo e é possível transportá-los para qualquer lugar. E eles vão acompanhados  das histórias de lutas, viagens, invasão de planetas, resgates em antigos castelos, resistências em fortes militares, entre muitas outras. As crianças costumam separar os diversos grupos e seus acessórios, para compor histórias específicas. São capazes de identificar cada um dos personagens e o seu papel em cada história inventada. Para os menos avisados os bonecos parecem todos iguais, mas nas brincadeiras cada personagem é único e insubstituível.

Os bonequinhos foram criados na Alemanha, onde o preço é bem acessível. No Brasil, ao contrário, hoje o preço é alto devido à importação. Empresas brasileiras de brinquedos já os produziram, mas atualmente, não o fazem mais. Muitos pais que brincaram com esses bonecos na década de 70 e 80, costumam adquirir os bonecos e estimular os filhos para essa brincadeira, pois acabam brincando juntos, revivendo a infância e a saudade dos velhos tempos.

Mateus, um garoto de 7 anos, é fanático por esses bonecos. Não foi estimulado pelo pai, mas pela mãe que viveu muitos anos na Alemanha e aprecia os bonequinhos. Ele possui vários grupos no seu quarto, todos organizados para comporem as histórias. Eles somente saem de lá para viver novas histórias nas brincadeiras com os amigos.

No dia do aniversário de dois anos dos primos trigêmeos, Mateus resolveu levar três grupos de seus bonequinhos para a comemoração, com a intenção de brincar com os primos. Organizou os bonequinhos no chão, para desenvolver a aventura. Uma das primas, a mais sapeca, inicialmente ficou observando, mas em um descuido do garoto ela pegou um dos bonequinhos e saiu correndo. Ele foi em disparada atrás dela. Enquanto ele corria atrás dela os outros dois trigêmeos pegaram outros bonequinhos e saíram correndo em sentido contrário. Assim, Mateus corria de um lado para outro, revezando o resgate de seus queridos bonecos. Em pouco tempo perdeu a paciência e resolveu guardar todos os seus bonequinhos e acabar com a brincadeira. Era impossível desenvolver uma história com os bonecos, pois em vez deles observarem eles os tiravam do conjunto e impediam que a história acontecesse. Os trigêmeos reagiram chorando, frustrados com o término da brincadeira.

Mãe e avó resolveram argumentar que os primos eram pequenininhos e não entendiam como funcionava a brincadeira, tentando demovê-lo de guardar o brinquedo. Como último argumento a avó disse:

– Então, Mateus, você não disse que gostaria de ter um irmãozinho? É preciso ter paciência, pois eles são pequenos e levam um tempo para aprender as coisas.

– Irmãozinho sim, bem que eu queria, mas eles são um bando… é demais pra mim!

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One comment

  1. Consuelo Fernandez disse:

    Adorei o conto. Três é demais para um irmãozinho criativo!!!

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